terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Pq nao da ideias para portugal?




Sete! porque não serão seis nem serão dez, nem outro numero qualquer… serão sete e pelas sete ficaremos. Aos olhos de cada um serão sempre poucas ou muitas. Poucas pq sete ideias não mudam um homem quanto mais um pais. Muitas pq como simples cidadão, de conhecimentos básicos, politicamente analfabeto e filosoficamente inexistente qualquer numero de ideias dadas maiores que zero serao sempre demais.

No entanto, uma certa falta de realidade e de juízo também, aliado a uma boa dose de fantasia baseada em ideias bens reais, dão lugar a sete ideias para Portugal, ou qualquer outro pais.

Ideias que são e desejos que desejamos sem qualquer hierarquia nem ordem, podendo esta ser mesmo a ideia zero.



Ideia R


Introdução
A redistribuição na procura de uma maior igualdade e menor injustiça é um dos pilares da nossa sociedade, e na nossa opinião, a única forma da vivencia em sociedade se manter. Se a sua justiça nos parece um dos mais básicos sentimentos humanos a sua necessidade parece-nos uma das mais simples mas essenciais conclusões. Vejamos: i) o meio onde cada pessoa nasce influenciara para sempre a sua vida. Exemplos são demasiados, e conhecidos temos cada uns tantos, quer dos chamados sortudos aos azarados, que exemplifica-los é uma perda de tempo tamanha. A discussão da forma de dar igualdade de oportunidades daria, como tem dado, não um livro, mas varias gerações de discussões e textos. Por isso ficamo-nos pela conclusão da justiça da igualdade; ii) sem um mínimo de igualdade e redistribuição de riqueza a sociedade não consegue manter-se organizada da forma presente. Talvez em tempo a ira alterar e talvez por este mesmo motivo. A desigualdade de oportunidades e de riqueza trará, como trouxe e traz, instabilidade e consequentes alterações profundas nas formas de vivencia. O passado diz-nos que com o tempo os mais fortes tem vindo a perder poder, que durante seculos foi suportado no armamento e no analfabetismo geral. Lembremo-nos de reis e senhores que dominaram povos, que com valentia e necessidade teriam acabado muitos seculos antes com essa forma de sociedade.

Por isso querendo manter um principio de sociedade solidaria, de igualdade de oportunidades, baseada na alegria e em condições de vida dignas que permitam a cada pessoa uma passagem terrena de felicidade, consideramos a redistribuição de riqueza essencial.

Um dos problemas apresentado ao Estado é a sua ineficiência, decorrente de varias razoes, mas uma das quais da sua dimensão. No caso da redistribuição, parece-nos que existem varias perdas ao longo do processo. No fundo como na exploração de agua. A agua como o dinheiro desaparece muito facilmente por qualquer buraco. Na exploração da agua dizem existir um enorme grau de perda desde a sua captura até ao seu consumo. Assim nos parece ser com o dinheiro do estado. Neste sentido quanto mais cedo se der a redistribuição, melhor e mais eficiente sera.



Ideia

A taxa de IRC deverá aumentar alguns pontos percentuais e esse valor sera dividido pelos  funcionários da empresa. Empresas sem funcionários redistribuem por quem presta serviços. Essa divisão devera ser igualitária ou através de descriminação positiva: inversamente proporcional ao rendimento.

Varias razoes nos levam a esta ideia: i) redistribuição das empresas para famílias; ii) redistribuição mais direta com a capacidade de cada trabalhador ser recompensado pelo bom trabalho da empresa; iii) maior controlo dos rendimentos dado que os próprios trabalhadores não gostariam de ser enganados pelo seu companheiro; iv) fácil implementação e baixo custo de trabalho, fica a cargo das empresas.





Ideia CA



Introdução

Há custos de agencia, se assim lhe podemos chamar a vários níveis nas empresas. Os estudados (porque os que nos referíamos talvez nao qualifiquem para essa terminologia) serão talvez os custos de agencia entre administração e acionistas ou entre acionistas maioritários e restantes. No fundo custos de agencia serão objetivos diferentes entre grupos e que devido ao seu poder desigual um dos grupos é capaz de contrariar o desejo e objetivo de outros grupos. Sabemos que muitas vezes as administrações agem em beneficio próprio contra os maiores interesses dos acionistas, apesar destes os elegerem e de estar normalmente representados no conselho de administração. Mas não sera menos verdade que as administrações (ou gerências no caso de empresas limitadas) agem muitas vezes contra os interesses, objetivos e desejos dos trabalhadores, stakeholders de tamanha importância que sem eles a empresa não existe. Sera necessário chamar os trabalhadores para as discussões e para o acompanhamento da empresa.



Ideia

Nas empresas que cumpram determinados limites deveriam os conselhos de administração serem obrigados a contar com pelo menos 2 (um elemento poderá facilmente ignorado ou mesmo encobrir informações relevantes para os seus colegas) trabalhadores.

Pensamos que desta forma as empresas terão mais cuidado nas decisões de gestão que tomam, deixando de estar apenas entre um grupo restrito, que em Portugal é muito restrito (“ os donos de Portugal”), e passam a ser do conhecimento dos trabalhadores. Muitas das decisões tomadas a favor da administração/acionistas contra a empresa e trabalhadores serão menores. Por outro lado a administração terá mais atenção e cuidado no tratamento dos seus trabalhadores, dando desta forma o seguimento à ideia generalizada que os Recursos Humanos são o maior ativo de cada empresa.

Sabemos que rapidamente se iriam criar os problemas dos representantes dos trabalhadores serem ou não competentes, se são ou não sindicalistas inflexíveis sem visão comum. Mas não temos também, e em grande escala administradores e gestores de baixa categoria, com interesses próprios e corruptos, com baixa capacidade de gestão e sem visão de futuro? O problema é o mesmo, quem os elege terá que se responsabilizar pelas suas decisões.




Ideia M



Introdução

Portugal tem hoje acordos com organizações internacionais que são especializadas em aspetos militares (NATO – apesar de pensarmos que o único acordo que deveria existir fosse entre os países da UE que teria uma força comum), Portugal pertence hoje a uma comunidade, quase super estado chamada Uniao Europeia, Portugal tem hoje um exercito que de nada serviria caso fosse colocada em causa a nossa soberania. Portugal apresenta 1,8%  do PIB de (2011-15) (3,1 milhões de euros/ano) em gastos militares. Num passado recente Portugal, e outros países como Moçambique, tiveram em negócios militares grandes focos de corrupção.



Ideia

Acabar com exercito e toda a área militar. Finalizar todas as carreiras militares, contribuindo apenas no necessário para as forças europeias ou outras. Vender ou realocar todas as áreas e edifícios militares, quer partilhando com as forças europeias ou outras quer reconvertendo noutros espaços.

Adicionalmente criar forças especiais nas áreas necessárias, como por exemplo patrulha e policiamento das aguas, equipas de salvamento e resgate, proteção de figuras do estado, etc.

Dirão alguns que hoje os custos seriam praticamente os mesmos, porque os militares iriam para o desemprego, os generais e alferes teriam que receber salario ou pensão igual, etc, etc. Dizemos nos que pelo menos não levam a custos adicionais de quarteis, consumos e investimentos sem qualquer utilização e efeito multiplicador para o pais e que no futuro esse ciclo vicioso irá acabar.





Ideia I



Introdução

A ideia do imposto sobre o rendimento pessoal é ser, segundo a constituição: único e progressivo. Neste momento para alem da progressividade temos a complexidade de preenchimento dos impostos e as variadíssimas tributações e deduções que tantas vezes obrigam a que uma atividade tao importante e pessoal de cada cidadão seja efetuada por terceiros, considerados especialistas que la conseguem com maior conhecimento da lei pequenos milagres que deveriam ser meras consequências terrenas da vida humana. É verdade que nos últimos anos com a espetacular implementação das comunicações eletrónicas e em particular do e-fatura, o preenchimento e transparência do sistema ficou efetivamente muito melhor. Agora pensamos que sera mesmo a legislação a ter de mudar.

Hoje temos rendimentos prediais (tantas vezes herdados, mas isso é outra discussão) com taxa liberatória de 28%, temos mais valias das açoes com taxa de 28%, rendimentos financeiros de 28%, e temos a partir de 7000 euros, 583 euros por mês, tributação do rendimento de trabalho de 28,5% mais sobretaxa e segurança social que não sendo imposto, como é obvio, é redução de rendimento.



Ideia

Todos os rendimentos deverão ser englobados, independentemente da forma de pagamento, e a taxa a aplicar devera ser única e em função do rendimento total. As deduções deverão ser também, como já são progressivas (mas deverão as pessoas preencher a totalidade das despesas ou dados e o sistema calcular o possível em função dos rendimentos acabando assim com a necessidade de especialistas). Um ou outro caso de incentivo de algumas áreas deverão ser legislados à parte e por tempo pre-determinado. Sera também o sistema a calcular esses benefícios, otimizando o imposto a pagar pelo contribuinte (o Estado é uma pessoa de bem). No caso dos benefícios os contribuintes deverão apenas preencher toda a informação e o Estado encarregar-se-á de calcular o menor imposto possível a pagar.





Ideia L



Introdução

O ensino, a par da saúde e da justiça pensamos serem os pilares de qualquer pais e sociedade. Adicionalmente tem sido o ensino que tem permitido, apesar de ainda de forma pouco relevante, (as heranças não o permitem), a ascensão social e a mobilidade de estratos sociais. O ensino representa assim um papel essencial na capacidade de igualdade de oportunidades, de redistribuição de riqueza e de justiça social. Retirar a uma pessoa o ensino e a sua capacidade de o prosseguir é castrar a sociedade dos seus ideais e dos seus principais mecanismos de justiça e igualdade.

Hoje o custo de ter crianças, adolescentes ou jovens adultos a estudar é enorme. Entre material, transporte, alimentação e em vários casos estadia, esse custo é insuportável para muitas famílias. Mesmo quando não é insustentável as famílias mais ricas conseguem facultar aos filhos condições melhores que as menos favorecidas, enviesando desde logo o principio da igualdade de oportunidades. Mas neste momento pensamos que, infelizmente, a discussão ainda esta muito atras, ainda esta na capacidade de prosseguir ou não estudos e de as famílias terem durante os anos de estudo dos seus filhos vidas dignas.

Por outro lado vemos empresas com lucros supranormais em áreas sem razão aparente como por exemplo os livros escolares. Quando a industria literária tem sentido brutalmente todas as alterações de gostos e hábitos dos consumidores, assim como a concorrência de outros canais e ofertas, a área dos livros escolares mantem-se lucrativa contrariamente à tendência generalizada. 



Ideia

Os manuais escolares são propriedade de cada escola (primaria, preparatória e secundaria) e alterações aos manuais so acontecem de 4 em 4 anos (ou outra periodicidade considerada mais adequada, mas nunca menor que 3 anos).

Os alunos pagarão a sua quota-parte do livro (1/4 aos preços que o estado negociara, que serão obviamente muito mais baixos do que os atuais não so pelo efeito escala mas também por retirar os distribuidores e consequente margem de lucro destes). Em caso de extravio os alunos em causa terão que pagar um novo livro. Os trabalhos de casa ou de preenchimento de exercicios deverão ser feitos em folhas à parte não inutilizando os livros para anos seguintes.

Outros materiais poderiam ser fornecidos pelas escolas (pensamos que o estado ficaria ineficiente ao tratar dos restantes materiais) que poderiam conseguir melhor preços e retirar a margem de lucro dos distribuidores (cadernos, maquinas, capas, etc).

Esta ideia, permitira uma poupança muito significativa nas famílias, permitira uniformidade dos manuais e estabilidade do programa e consequentemente das aulas. Adicionalmente fomentara os princípios de partilha entre os alunos.





Ideia B



Introdução

A banca é hoje elemento mais que fundamental se é que este português é logico e correto, na economia. A banca não pode hoje ter um desfecho considerado obrigatório no sistema capitalista que é falir. A banca domina o setor empresarial privado e grande parte da vida das pessoas singulares. A banca tem criado e desenvolvido produtos e mecanismos cada vez mais complexos que os reguladores, controladores, auditores e restantes garantes da correção não tem capacidade para acompanhar. A banca tem ciclos de resultados longos, dadas as maturidades dos seus produtos. No entanto apresentou e distribuiu elevados lucros e dividendos aos seus acionistas, que se vieram a revelar como lucros não efetivos pois a medio prazo todos eles foram mais que compensados por perdas (assumidas pelo Estado). A capacidade de criação de moeda por parte da banca é uma tentação demasiado grande para que os acionistas e administradores de cada uma não permita que em seu próprio interesse essa criação va para as suas empresas e/ou conhecidos (como aconteceu). A banca hoje é tão, ou arriscamo-nos a dizer mais, importante que o Estado. Sem banca não há empresas, não há casas, não há pais, não há sistema económico.



Ideia

A banca deverá ser dividida em 2 grandes tipos que poderemos lhe chamar neste pequeno desvario: banca comercial e banca de investimentos. À banca comercial deveriam estar vetados produtos de risco e investimentos de risco assim como áreas não financeiras, serão puramente bancos. Teriam como base do seu negocio receber depósitos e proporcionar empréstimos. Existiriam vários bancos, com capital disperso em bolsa mas em que o estado teria sempre a maioria do capital, por isso seriam bancos estatais. Sendo estatais o seu acionista, pela logica do mercado, ira reinvestir em momentos menos bons os dividendos que retirou em tempo, ira acompanhar de perto as operações, não permitira saída de dinheiro para empresas de outros acionistas pois estaria a ser prejudicado, escolheria as administrações e a sua idoneidade. Por outro lado a dispersão em bolsa de parte do capital criaria pressão nas administrações e concorrência entre os vários bancos para permitir evoluções no negocio. Nesta banca todos os depósitos e investimentos estão salvaguardados.

A banca de investimentos, sera privada, terá os produtos que quiser, mas sera uma empresa como qualquer outra. Em ultimo caso dar-se-a como insolvente e todos os depositantes perderão o seu dinheiro.





Ideia DR



Introdução

Apesar de informação muito importante para todos os cidadãos, apenas nos últimos anos os dados das contas publicas, como os défices, endividamento, taxas de juros, etc, começaram a ser comentados por todos. No entanto, parece haver sempre algo que não é bem assim, ou que falta ter em conta determinada variável, etc, etc. Se para os cidadãos da área económica todos os valores, indicadores, formas de calculo são já de difícil compreensão, é impossível para o cidadão comum ter a verdadeira perceção da realidade. Na verdade, a falta de literacia económica é uma falha enorme do sistema de educação. Temas como inflação, taxas de juro, taxas de cambio, PIB, etc deveriam ser temas essenciais na escolaridade de todos, pois terão que conviver com eles no futuro, quer em termos pessoais quer como cidadãos e eleitores.

Não há assim uma capacidade de se falar sobre apenas um determinado valor que todos analisem e todos tenham presente os dados e as normas, simples, como os mesmos são apresentados.



Ideia

 O Estado deveria apresentar um balanço e um demonstração de resultados (que pode ser de base caixa ou não, e caso não seja apresenta os fluxos de caixa à parte) todos os anos de forma mais simples para que mais pessoas possam perceber a evolução da realidade do estado e o ponto de situação.

Haveria informação essencial e sobre a qual deixaria de haver duvidas pois este seria o documento oficial. O balanço teria os ativos do estado e os seus passivos, com descriminação da divida. A demonstração de resultados teria os vários saldos/resultados e cada um deveria ter um pequeno anexo descritivo, como se de um relatório e contas se tratasse. Este documento não poderia ter mais de 100 paginas.

Ca estão as 7 ideias... só e apenas pq!

domingo, 19 de julho de 2015

Pq se os partidos portugueses fossem construções seriam assim... ou nao

Porque os partidos políticos são construções... construções que se alicerçam em ideologias, em passados e ações, mas também e talvez principalmente assentam em pessoas. são construções porque de uma ideologia base outra nova ideia se acrescenta, ás vezes por substituição, outras por acréscimo outras por aculturação. são construções porque de lutas ou causas antigas se cria uma cultura de partido, uma forma de estar. a cada nova causa algo de novo é acrescentado, ora por ser no seguimento de causas anteriores ora seja por pequenos desvios ao que vinha sendo o trilho traçado. são construções porque tudo isto vem criar uma imagem nos eleitores mas também uma cultura nos filiados de cada organização que se sentem envolvidos por essa forma de estar, por esse espirito, no fundo por essa construção onde entram e se sentem abrigados. claro que os partidos se suportam nas pessoas e das pessoas dependem, como qualquer construção intangível mas essas pessoas dependem também da construção efetuada ate ao momento da sua entrada na sala. so depois disso podem aqui e ali acrescentar algo ao já efetuado.

mas se por necessidade o cérebro deixar as aritméticas e se decidir por novas formas de pensamento que a nada levara mas que também a nada quer levar, pensou ele que tipo de construção física seriam cada partido português com assento parlamentar atualmente... para que? para nada, responde mesmo antes da pergunta. so porque sim, porque o cérebro também manda e neste momento foi esta a decisão . final

Começando pelo PCP: é uma construção de pedra, como as casas antigas. Fria mas robusta. Daquelas que duram, que não quebram nem caem. é uma construção forte, construída por pedreiros conhecedores, com alicerces bem cavados. é feita para perdurar. não é moderna, não tem decoração, não tem linhas arquitetónicas contemporâneas... apenas pedra. Não sabemos se ficara como lugar histórico para visita de turistas intelectuais futuros, como Machu Picchu esta para os turistas visuais, ou se de tempos a tempos voltara a ser moda como tantas tendências antigas ciclicamente voltam as capas de revistas e jornais e assim são adotadas por novas gerações que aqui e ali as modificam... não sabemos mas certamente ira perdurar no tempo

O PS e PSD, quais irmaos que não podiam ser separados à nascença porque pelo contrario se encontraram ao fim de vários anos, são construções pré-fabricadas. Muito uteis, por serem flexíveis, sem grande necessidade de construção, os alicerces são básicos e o tempo de construção curto. Facilmente transportáveis adaptam-se a vários climas e lugares. Podem ainda ser modelares, ora se soma ora se subtrai e qual nova casa, temos uma casa diferente de um dia para o outro à medida do seu residente temporário. Pode assim estar sempre na moda, sempre com um mobiliário barato e de fácil substituição, porque nunca sabemos qual o gosto do próximo ocupante. são construções cada vez mais usadas no mundo moderno.

O CDS, ou neste caso, o partido de Paulo Portas e Paulo Portas, o partido, é uma construção de plasticina. Nunca parte, nunca quebra. é maleável e flexível. é de tal forma flexível que é capaz de aparecer nas fendas dos outros materiais. sem nunca se fixar, junta-se a outro qualquer material em qualquer construção. sozinho não se aguenta muito, mas encontra sempre onde se juntar. as vezes não se sabe se é mesmo uma construção ou material de construção ou se serve apenas para brincar as construções... é uma duvida... talvez no pós Paulo saberemos

o mais recente partido o bloco de esquerda parece ser isso mesmo, um partido recente, um produto da moda. utilizando estilos mais antigos, é uma construção retro, onde junta o histórico ao moderno, dando contemporaneidade a construções mais envelhecidas. do antigo carregou alguma decoração e plantas de construção, mas poucos materiais. olha mais para o design e para o deco, para todos os efeitos é uma construção moderna, onde os alicerces, como não se veem não são assim tao importantes... o que n se ve, pouco conta... n tem rede social, não tem fotos, não apresenta rosto... não conta

Por fim so porque sim, falemos do fenómeno marinho e pinto... a sua construção é... nenhuma... dorme sempre ao relento e sozinho... ninguém o quer debaixo do mesmo teto...

o cérebro mais contente e menos enfastioso la vai seguir para mais ideias sem razão de ser... so pq sim

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Pq não mudar algumas formas do futebol portugues?


Ideias para o futebol português

- plantel com apenas 28 jogadores (+ equipas B´s. Estas com limite de idade e numero de portugueses: até 23 anos e apenas 6 estrangeiros)

Reduziria os empréstimos entre equipas, o que reduz os problemas de jogar e não jogar contra a equipa detentora do passe, permite que as equipas onde os jogadores evoluem, as equipas onde estão emprestados, tirem rendimento dessa evolução (os jogadores já seriam vendidos e não regressariam apenas às equipas detentoras), obrigaria a uma melhor gestão de aquisições e equilibrava as equipas - as equipas mais ricas caso errassem nas contratações não poderiam compensar ao comprar em quantidade.

Objetivo: equilibrar as equipas

- preço máximos de bilhetes em função das classificações

Ganhar credibilidade junto dos adeptos e recuperar pessoas para os estádios. Os preços teriam que ser de 2,5€ a 25€ para o campeonato (por exemplo) e sempre em função da classificação media dos 2 intervenientes 3 jornadas antes do jogo.

Objetivo: aumentar espectadores

- Horários dos jogos destinados aos adeptos que vao ao estadio

A equipa visitante teria que ter tempo para chegar a casa antes das 23h. Em Portugal seria fácil: jogos no algarve contra equipas do norte teriam que acabar antes das 18h. Jogos em lisboa com equipas do norte acabariam antes das 20:30h. E seguindo esta logica. Nenhum jogo poderia acabar depois das 22h

Objetivo: aumentar espectadores

- Transportes para o estadio

Através de uma parceria da Liga com os transportes públicos, os bilhetes dariam acesso ao transporte de comboio, autocarro e metro para os jogos do campeonato nacional. As claques organizadas deveriam ser acompanhadas sempre de forma autonoma como são hoje de forma a reduzir os riscos de confrontos.

Objetivo: aumentar espectadores

- Clubes obrigados a entregar na Liga o orçamento geral do ano e trimestralmente o acompanhamento do mesmo

Todos os clubes deveriam ter que entregar na liga, num formato pré-definido, que posteriormente divulgaria para todos, o orçamento anual, o investimento e a situação fiscal e contributiva e cumprimento dos salários. Trimestralmente deveriam entregar o real versus orçamento e situação fiscal e contributiva e cumprimento dos salários atualizada

Objetivo: transparência

- Obrigatorio investir uma percentagem minima em formação

X% do orçamento do ano (definir claramente o que inclui o orçamento) deveria ser investido em formação, pode ser em infraestruturas, em escolas, em apoio à educação dos jovens, etc

Objetivo: melhorar qualidade jogadores portugueses

- Arbitros nas conferencias de imprensa

Os arbitos como intervenientes diretos no jogo deveriam ter a oportunidade / a obrigação de participar nas conferencias de imprensa de forma a tornar mais clara as decisões e as dificuldades de cada um

Objetivo: transparência e melhoria do jogo


- Liga obter valor de venda e de compra de todos os jogadores inscritos e torna-los publicos

A Liga teria que obter e tornar publico o valor de compra declarado pelo clube e o valor de venda declarado pelo clube vendedor, seja ele nacional ou não. O documento do clube vendedor seria um documento oficial assinado por quem obriga o clube e seria tornado publico. Desta forma garantir-se-ia que os valores são coerentes e quais os valores para os intermediarios

Objetivo: transparência

- Relatorios dos observadores serem publicos

Os relatórios dos observadores dos árbitros deverão ser públicos de forma a ser percetível a forma de avaliação e de forma a controlar os próprios avaliadores

Objetivo: transparência


- Taça da Liga so para portugueses

As equipas apenas podem alinhar na taça da liga com jogadores portugueses, o que permitiria dar mais minutos a estes e equilibrar as equipas dado que as equipas mais fortes recorrem muito a estrangeiros

Objetivo: melhorar qualidade jogadores portugueses


- Os clubes terem de ser detidos em 50%+1 pelos associados

De forma a prevenir a entrada de multimilionários no futebol português que vem desvirtuar o futebol como desporto do povo e torna a concorrência desigual

Objetivo: equilíbrio entre equipas

- Avaliação das academias

Avaliações bianuais das academias tendo por base questões de aproveitamento escolar, nível das infraestruturas, tipo de treino, etc. Parte dos direitos televisivos seriam distribuídos tendo em conta esta avaliação

Objetivo: melhorar qualidade jogadores portugueses


Um futebol melhor traz felicidade e vice-versa

Uma relação pq sim?


Outra vez. Enésima será a ordem desta. Claro que haverá uma ordem numérica para mais esta vez, talvez um dia seja enumerada. Qual a razão? Será ela importante? Importante serão todas as explicações porque quando não a temos a si recorremos e agora que me pergunta você mesmo, deduzo que explicação exista.

Sabe que analisar o que aconteceu não é fácil, mais difícil será o porquê de ter acontecido. Diga por exemplo, porque foi ele e não outro quem desta vez me calha amar. Amar ou acompanhar, nunca sabemos o significado do primeiro e acompanhar sempre será mais objetivo, caso não queira andar a jogar aos conceitos. Se não responde, ou não sabe ou não quer dizer. Se não sabe percebo que nem tudo tem explicação, nem dada por si. Se não quer dizer deixar-me-á a pensar como até aqui tenho pensado. Em que? Nos porquês…

No inicio pensei que era amor eterno como qualquer primeiro amor. Era tao nova e inocente. Talvez feliz por uma e outra razão. Mas tudo acabou com a mesma intensidade com que começou. Outro amor terá aparecido na vida dele, ou nunca nenhum amor tenha sequer chegado a aparecer.

Outros vieram, não fosse a idade propicia e a sociedade aberta. Mas gostar de alguém não é estar agarrado. Não sou tinta para estar sempre no papel, sou pensamento para estar e não estar. Por isso estar sempre, aqui e ali, quando querem e como querem não era para mim. Não tenho asas mas preciso de voar.

Se voei muito? Eu penso que pouco, o ceu é imenso e depois do ceu algo haverá ainda mais imenso. Talvez tenha sido por voar para longe que este também tenha voado. Mas eu voltava, como as pombas voltam ao pombal, ele voou para não mais voltar.

Mas olhe que da outra vez não foi voar. Teve mesmo que ser. Era o meu caminho, porque a vida se faz de suor e trabalho e se de trabalho precisava tive de caminhar atras dele. Ele não gostou talvez. Ciúme? Ciúme do trabalho? Não sei, mas ciúme não é de pessoas? Eu disso sei pouco, mas talvez o senhor também não saiba muito é verdade, nunca teve companhia nem amante para além da bondade.

Mas sabe tudo da minha vida não sabe? É omnipresente e omnisciente. Sabe que não trai nunca. Se em pensamentos? Pensamentos são meus, não posso trair comigo própria, ou também isso é traição? Mas se nunca trai porquê duvidarem? Confiança é a base de qualquer relacionamento, sempre ouvi dizer.

Sim, já tive relações com confiança. Muita e mutua. Ele e eu confiávamos, cada um cada qual. Era uma vida livre e complementar. Ele tinha a dele e eu a minha, e no fim tínhamos a nossa. Mas quando a nossa se tornou sempre só nossa o quotidiano e a rotina, essa batalha silenciosa, essa comodidade assassina, talvez tenha tirado vida aquilo que era nosso.

Os outros? Sei la! A idade, porque nova já não era, o trabalho, porque o tem que ser tem muita força, o tudo e o nada… não sei….

E diga-me lá, o senhor sabe? Sabe se algum dia terei esse relacionamento que todos querem e talvez ninguém consiga? Eu sei que o futuro a si lhe pertence e se comigo partilhar deixará de ser só seu. Mas olhe que partilhar nunca fez mal a ninguém e egoísmo é característica do demónio.

Talvez tudo tenha que ir e vir. Talvez todos sejam passageiros, e apenas o ultimo, aquele que por vezes dizemos que foi eterno apenas o tenha sido porque também nos vamos e vimos e em algum momento temos de partir.


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Pq a ruralidade vale?

o homem moderno ou urbano, apesar de não serem sinónimos, mas normalmente assim tratados quando queremos referir o homem de hoje e de agora, esse homem esta cada vez mais desligado da ruralidade... não falemos, nem falamos do desconhecimento jovem das origens dos alimentos, nem dos nomes de vegetais, legumes, verduras, e que nem sonham que esta terminologia não é sinonima, mas isso talvez seja culpa das ciências que as escolas transmitem, não nos referimos aos cereais e animais, que por vezes nunca se viram fisicamente e que são quais extraterrestres do nosso mundo... todo este conjunto de falhas ou de desconhecimento é isso mesmo, é desconhecimento, falta de infor e de formação... dirão alguns que isso também é fruto do desenvolvimento ou falta dele (ou talvez desenvolvimento queira mesmo dizer falta de envolvimento... e nesse caso está o texto finalizado, sem qualquer linha adicional, mas também sem qualquer duvida e opinião que por isso mesmo será tema de discussão e reflexao)

Voltemos à ruralidade. o homem moderno, chamemos-lhe assim, esta então distante da ruralidade... ruralidade enquanto vida, cultura e vivencia do campo. esta longe do espirito e da alma rural, da origem da vida e da base do desenvolvimento do homem. As regras da ruralidade são próprias da natureza e contra a natureza já lembrava Brecht que pouco ou nada podemos fazer quer quando ela é violenta ou amigável, como se a natureza por si so pudesse ser de uma ou de outra forma.

A ruralidade vive em função da necessidade da vida tal como ela tem vindo a ser... a ruralidade depende do tempo, quer do climatérico quer do passar das horas e dias aos quais também chamamos passar do tempo. só com tempo se colhe os broculos ou os espargos, so com tempo a fruta fica madura e só com tempo os ovos se tornam pintos e os pintos se tornam galos ou galinhas. maquinarias e químicos, melhores terras e mais trabalho, podem alterar o tempo... mas não o eliminam... e por isso na ruralidade o tempo, apesar de bem escasso e que todos se queixam aquando do seu fim, é visto de outra forma... a vida é vivida... a seu tempo. a velocidade e o apressa-te urbano contrasta com a o ritmo que a natureza impõe e que a ruralidade a sente.

o homem urbano, moderno ou apressado, fala da vivencia e da necessidade da mesma, mas fala com a mesma pressa com que se esquece e com que lê a necessidade de rever e sentir os amigos, ou ate da essência das relações pessoais e da importância do próximo... mas le rele, da razão diz que gostava, mas continua na sua corrida aluciante e raramente da tempo para que qualquer destas flexões, ou melhor, inspirações lhe influencie verdadeiramente a vida... ve artigos no jornal on-line, revê um post no telemóvel, observa uma reportagem na televisão do restaurante, mas não sente que efetivamente pode estar a desperdiçar o tempo correndo sempre atras do tempo que lhe foge.

n sabemos se o tempo vai recuar no tempo, e voltar à ruralidade como Nolan simulou, ou se o tempo ganhará ainda mais velocidade e levará todo o homem para um corrida alucinante em que o tempo empurra e foge e onde o homem é refém do seu tempo, correndo atras e ao mesmo tempo à frente dele...

no entanto seja a direção que for e não sendo uma nova dimensão controlada, o tempo controla o homem e vice-versa...

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Pq sim ao Futebol?


Como produz sentimentos tão sentidos, mais do que qualquer outra visão, um conjunto de homens, porque as mulheres cumprem os seus primeiros passos, a lutar de forma guerreira, nem sempre, por introduzirem a pellota ou balon num paralelepípedo?

Ser chamado desporto do povo não é a explicação mas talvez seja a razão. Não explica a explosão que cria dentro de cada amante dos 90 rápidos minutos, mas demonstra que é universal, que é acessível, que todos tem direito a ele e que ninguém deverá ser seu dono.

No futebol, o desporto do povo, que controversamente é também chamado de rei, e o rei sabem bem os povos, que é regido por outras leis que os próprios povos lhes foram permitindo. No futebol não existem classes, nem donos, nem amos… existem amantes. Este é o futebol do mundo, do golo, do grito e das lagrimas. É o futebol em que todos tem opinião e ninguém razão. Cada um chamando a um conjunto de homens a sua equipa, porque a sentem verdadeiramente sua, quando na verdade é o seu espirito que pertence, esse sim, aos guerreiros. Os sentimentos de 90 minutos estão nas mãos e principalmente nos pés desses deuses que por vezes parecem ter ajuda divina para fazerem milagres que o comum dos terrestres não conseguirá. A anatomia perde a logica e razão colocando milhares de corações nos pés de 22 seres que ali não parecem humanos, ora sendo deuses ora diabos.

A incapacidade da maioria dos mortais, aqueles que compõem o povo, sendo o povo todos os que acabarão por descansar juntos, na terra que também os alimenta, como descansa o peão e o rei na mesma caixa após um jogo de xadrez, essa incapacidade identifica o inicio da arte … separa o milagre do palpável… diferencia o inalcançável do visível. A arte nasceu apenas com alguns… a arte diferencia os homens, diferencia o trabalho (esse bem que nos iguala enquanto detentores e proprietários) do artístico. Este apenas está entregue a alguns.

Quando é percebida essa incapacidade passamos para um novo estado, o estado da arte… no futebol acontece e desprende da garganta um som de espanto ou de alegria… desperta os sentimentos puros e ansiosos por se espalharem por todo o corpo, visto que vivem presos em si ,em quase todas as ocasiões. Na maioria das vezes porque a sociedade os comprime como as margens comprimem o rio, nas outras vezes porque envergonhados preferem refugiarem-se no seu canto e não partilhar com o mundo a sua existência… assim sentem-se únicos. E talvez o façam só porque sim… sim porque o mundo não tem que ter explicação para tudo… se assim fosse não havia arte nem milagres… e sempre que algo deixa de ser arte ou um milagre é explicado, outras formas serão criadas e outros impossiveis existirão para alegria e entretenimento do povo. Esse povo que vê na arte da bola a capacidade de expor os sentimentos e de lhes permitir passear em volta e à volta de si mesmos, revisitando e voltando uma e outra vez à alegria, mas também à tristeza.

Talvez essa liberdade sentimental, essa arte sempre recriada… talvez o aspeto guerreiro aliado ao artístico… talvez o aspeto tribal de reconhecimento de uma pertença… talvez tudo e nada… talvez só a irracionalidade de ser de um clube porque sim… e de clube nunca se muda, porque se jura para a vida fidelidade a algo que nunca nos irá questionar qualquer traição… talvez só essa simplicidade que é tudo e na verdade nada… Talvez isso seja a resposta à questão que já nem sentido faz ser revisitada porque foi o inicio de uma viagem que não tendo terminado tem aqui um descanso.

Mas e o futebol? Perguntamo-nos. O futebol é do povo e para o povo… e o povo é soberano…

Viva o futebol!! So pq sim!!

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

O Futuro no presente


http://www.publico.pt/portugal/noticia/o-laboratorio-do-futuro-fica-no-alentejo-1668746