quarta-feira, 30 de março de 2016

Pq nao atacar o estado islamico?


Os vários atentados terroristas que tem assombrado o mundo levantam a questão do que deverá a Europa fazer, e é mencionada a Europa por ser nesta temática o pais do anfitrião deste texto. Considera este que a questão é global, não podendo ser encarada ao nível de cada pais isoladamente, as açoes so terão impacto se forem tomadas regionalmente por populações, estados e entidades que controlem vastas áreas e sejam responsáveis por culturas, no fundo por pequenas sociedades, mesmo que dentro da considerada sociedade ocidental (a europa devera assumir o seu papel, assim como os estados unidos ou outra regiões assumirão o seu). Neste sentido considera, enquanto europeu convicto, apesar de português bairrista, que a Europa devera ter uma palavra essencial na temática, não so porque é a sua segurança, quotidiano e cultura que esta em jogo mas também porque historicamente tem obrigação de melhorar o mundo e tornar este planeta um lugar cada vez melhor.

So para clarificar e não deixar a questão em aberto, um pequeno recuo histórico e uma declaração clara do pensamento do relator. A europa tem sido nos ultimos seculos, e a sua cultura tem derivado disso mesmo, um local de novas e importantes melhorias e alterações que permitiram uma melhoria de vida, uma maior justiça e maior igualdade entre as populações. Da revolução francesa ao estado social, pensa o nosso escriba, que as varias batalhas travadas pelos povos europeus tem criado no mundo ideologias e formas de organização que permitem uma vida mais equitativa das populações. Mas obviamente que os antepassados destes mesmos países, principalmente no que respeita a colonização não é digno de uma cultura que se diga justa e igualitária. Esse período da historia das nações europeias, mais umas que outras, devera fazer com que todos reflitam muito bem nos enormes estragos que causaram a grande parte do globo privando a sua liberdade e normal evolução. Que tenha servido de lição!

Voltando a questão do terrorismo, pensa o relator que será necessário atacar o auto proclamado Estado Islamico, que tem Islamico no nome mas também poderia ter o nome do famosos território Lilipute ou simplesmente poderia chamar-se Estado Taratupamanu ou ate Estado Paradisiaco, porque em nenhum dos casos a sua organização e princípios se relacionam com as palavras referidas. Para ser claro, são um grupo terrorista que tem conquistado algum território e desenvolveu uma organização que lhe permite controlar as pessoas e a área ocupada. Adicionalmente é um grupo virado para o exterior que bem organizado declarou guerra a uma cultura ou sociedade, demasiada abstrata para ser identificada.

Uma vez mais enquanto europeu convicto o relator considera-se atacado assim como atacada estará a sua cultura e sociedade. Pensa ainda que em parte porque ela como um todo e cada um em particular não tem feito muito para evitar esse ataque e posteriormente para vencer a guerra.

Passemos então à estratégia. Apesar de soldado raso desta luta, a estratégia por ele definida seria bem simples. Em primeiro lugar, como se diz la na terra, separar bem o trigo do joio, identificando claramente o inimigo e afastar todos os inocentes. As armas serão principalmente as palavras. Nesta fase, será necessário isola-lo de possíveis apoios e retirar-lhe toda e qualquer razão para os ataques, para que ninguém racionalmente o possa apoiar. Neste caso sera necessário demonstrar claramente pelos responsáveis da nossa europa, através de constantes e claros discursos que o inimigo é um grupo terrorista que o nome não interessa e todas as atrocidades que o mesmo tem feito. Sera necessário claramente dizer que os muçulmanos, os islâmicos, ou cristãos, mórmons, ateus, hindus, agnósticos, e todos as pessoas independentemente da sua fé são aliados da Europa contra atrocidades que nenhum deus mesmo que injusto seja, pode aceitar. A Europa e todos os povos estarão unidos contra este, ou qualquer outro, grupo terrorista.

De seguida sera necessário mais, serão necessários atos mais que palavras, sera necessário que ninguém, racionalmente, possa justificar e apoiar esses atos terroristas. Para isso não poderão existir pessoas mal tratadas, discriminadas, isoladas, afastadas da comunidade, sentindo que não são bem-vindas e que uma sociedade que se diz justa e igualitária, tenha uma justiça e uma igualdade diferente mediante a cor, a religião, o gosto musical ou o prato preferido. Toda a europa e cada um dos cidadaos terá que aceitar e integrar todos os restantes da mesma forma e os imigrantes em particular, dadas as dificuldades normais de adaptação. Para isso deverão facultar formas de integração, com grupos e associações que passem um pouco da cultura e costumes, que ensinem a língua e as regras e os integrem nos meios para não se sentirem a mais e sempre à margem da sociedade. Os imigrantes terão que se sentir integrados e bem vindos, como todos os outros, e como os emigrantes europeus gostam de se sentir nos outros paises. Desta forma não terão razoes para justificar qualquer ataque a cultura e sociedade que faz aquilo que promete e permite melhor e digna vida a todos os cidadaos.

Dirao algumas mentes mais justas, mas existirao so deveres para com os imigrantes? Eles que decidiram vir e aventurar-se num novo pais não terão responsabilidades e obrigações? Considera o relator deste texto que obviamente terão que seguir as regras gerais dos locais para onde se mudaram. Não deverão ser tratados com exceções. Mas simplesmente porque as regras são para todos, não para emigrantes, nacionais, nascidos a 29 de Março ou que calcem 42, as regras e leis são para todos de forma igual. E neste caso pensa novamente o relator que as palavras e exemplos serão importantes, exemplos práticos transmitidos a todos, como a obrigatoriedade de ter a cara destapada numa esquadra, e isso sera tanto para quem decidiu usar burka como para quem decidiu usar óculos de sol; praticar educação física na escola será tanto para religiosamente crentes no não uso do corpo para essas atividades como para o cansado rapaz que na noite anterior teve um pesadelo; assistir a aulas de ciências sera tanto para o cristão que acredita na criacionismo como para o musico para quem as leis da física so servem para os batimentos da sua baqueta. Respeitando sempre a diferença e a liberdade todos os cidadãos tem que respeitar as regras, e sempre que discordarem usar os meios ao seu alcance, onde se inclui, obviamente os protestos e manifestações.

Assim quando se identificar claramente e se isolar o inimigo, se tiver o apoio da esmagadora maioria da população, esse inimigo estará reduzido à insignificância e com naturalidade sera combatido e vencido em todos os lugares onde atuar.
A derrota ou vitoria de todos os ideais depende mais da base dos princípios de defende e da justiça das ações que promete do que do seu poder bélico. Talvez com exceção dos inúmeros golpes de estado apoiados pelos americanos durante todo o seculo XX, mas isso são outas guerras.

Ataquemos então deliberadamente o Estado terrorista que nos ataca de forma a continuarmos a ser uma sociedade aberta, justa e igualitária!

Um ultimo paragrafo para os principais apoiantes deste grupo, os europeus que constantemente incentivam a violência e o odio contra populações, religiões ou gostos, criando cada vez mais inimigos e aos poucos alterando a raiz da cultura europeísta. Para eles uma simples reflexão que nunca devem ter feito: por um minuto, apenas por um minuto, imaginem se a sorte, porque é ela que determina sem qualquer razão ou justiça, o local de nascimento, vos tivesse colocado no ventre de uma qualquer mae num pais onde as condições são de tal forma que sobreviver é o máximo que idealizam para a vida. Não teriam o direito a procurar um pequeno pedaço de felicidade? Ou deveriam ser tratados como inimigos daqueles a quem calhou em sorte nascer no ventre de uma europeia?

O relator já pensou uma e outra e muitas vezes nisso e cada vez e a cada momento lhe custa mais que o mundo seja tao desigual e a maior parte das vezes porque a cegonha é quem decide o caminho do bebe.


quarta-feira, 9 de março de 2016

Pq nao Sermos o que quisermos ser!!





Nasço dizem-me ola mama papa

Insistem que os reproduza

São sons, so e apenas sons



Pegam-me pela mao, mostram-me o caminho

Seguram-me para que não caia

Vou caindo, para me manter de pe



Mostram-me cores, desenhos e rabiscos

Dão ordem e regra a cada um para que os siga

E depois, depois sou mais um igual a outros



Agarram-me na mao, com ela sarrabiscam

Querem que comunique por desenhos e gatafunhos

Mas com normas e estilos bem definidos para não fugir à regra



Com livros, cadernos e imagens, mostram-me o passado

Ensinam-me países e números, cidades e formulas de calculo

É o conhecimento, assim lhe chamam, mas falta a sabedoria



A mente dizem-me, é sã se em corpo são

Levam-me a sentir a agua, fogem para que corra

Mas praticar, só deportos…



Olham as miúdas e perguntam-me por elas

Falam em beijos e abraços despertando-me o desejo

Sabem seus nomes e escolhem por mim



Conhecem as companhias e amizades

Interrogam-nas sobre pais e avos

Definem preferências daquilo que é nosso



Falam-me de trabalhos e profissões

De salários, estatutos e riqueza

Imaginam títulos e futuros risonhos



Perguntam-me pelo curso e pelo seu termino

Não sabem quem é Shumpeter ou a destruição criadora

Mas querem saber qual a empresa ou universidade seguinte



Ameaçam-me com a solidão futura

Mulher e família para a evitar

É tempo que se faz tarde!



Família sem filhos, jardim sem flores

Porque não se é novo para sempre

Como se vai chamar?



E quando acordamos temos 30 anos

não conhecemos o mundo nem nos fomos conhecendo

Seguimos o livro da obrigação e dos bons costumes

mas tempo para sermos quem seremos… não se encontrou



E o mundo?

Porque não:

pegam no espirito e o tornam livre?

agarram na curiosidade e a atiram para o infinito?

largam a mao e nos empurram para o caminho desconhecido?

apontam sem direção?

Nos soltam a alma na floresta sem caminho desbravado?

Nos mostram o sol quando procuramos a lua?

Nos contam as estrelas sem numero finito?

Nos leem estórias que não tem fim?

Nos ensinam a navegar sem direção?

Nos mandam sem obrigaçao de voltar?



Quando acordamos temos 30 anos

não conhecemos o mundo nem nos fomos conhecendo

Mas mesmo agora não é tarde

nunca é tarde para nos encontrarmos de verdade



Mais que tudo o que nos ensinam

Mais que todas as margens que nos comprimem

Nos seremos o que quisermos ser