domingo, 19 de julho de 2015

Pq se os partidos portugueses fossem construções seriam assim... ou nao

Porque os partidos políticos são construções... construções que se alicerçam em ideologias, em passados e ações, mas também e talvez principalmente assentam em pessoas. são construções porque de uma ideologia base outra nova ideia se acrescenta, ás vezes por substituição, outras por acréscimo outras por aculturação. são construções porque de lutas ou causas antigas se cria uma cultura de partido, uma forma de estar. a cada nova causa algo de novo é acrescentado, ora por ser no seguimento de causas anteriores ora seja por pequenos desvios ao que vinha sendo o trilho traçado. são construções porque tudo isto vem criar uma imagem nos eleitores mas também uma cultura nos filiados de cada organização que se sentem envolvidos por essa forma de estar, por esse espirito, no fundo por essa construção onde entram e se sentem abrigados. claro que os partidos se suportam nas pessoas e das pessoas dependem, como qualquer construção intangível mas essas pessoas dependem também da construção efetuada ate ao momento da sua entrada na sala. so depois disso podem aqui e ali acrescentar algo ao já efetuado.

mas se por necessidade o cérebro deixar as aritméticas e se decidir por novas formas de pensamento que a nada levara mas que também a nada quer levar, pensou ele que tipo de construção física seriam cada partido português com assento parlamentar atualmente... para que? para nada, responde mesmo antes da pergunta. so porque sim, porque o cérebro também manda e neste momento foi esta a decisão . final

Começando pelo PCP: é uma construção de pedra, como as casas antigas. Fria mas robusta. Daquelas que duram, que não quebram nem caem. é uma construção forte, construída por pedreiros conhecedores, com alicerces bem cavados. é feita para perdurar. não é moderna, não tem decoração, não tem linhas arquitetónicas contemporâneas... apenas pedra. Não sabemos se ficara como lugar histórico para visita de turistas intelectuais futuros, como Machu Picchu esta para os turistas visuais, ou se de tempos a tempos voltara a ser moda como tantas tendências antigas ciclicamente voltam as capas de revistas e jornais e assim são adotadas por novas gerações que aqui e ali as modificam... não sabemos mas certamente ira perdurar no tempo

O PS e PSD, quais irmaos que não podiam ser separados à nascença porque pelo contrario se encontraram ao fim de vários anos, são construções pré-fabricadas. Muito uteis, por serem flexíveis, sem grande necessidade de construção, os alicerces são básicos e o tempo de construção curto. Facilmente transportáveis adaptam-se a vários climas e lugares. Podem ainda ser modelares, ora se soma ora se subtrai e qual nova casa, temos uma casa diferente de um dia para o outro à medida do seu residente temporário. Pode assim estar sempre na moda, sempre com um mobiliário barato e de fácil substituição, porque nunca sabemos qual o gosto do próximo ocupante. são construções cada vez mais usadas no mundo moderno.

O CDS, ou neste caso, o partido de Paulo Portas e Paulo Portas, o partido, é uma construção de plasticina. Nunca parte, nunca quebra. é maleável e flexível. é de tal forma flexível que é capaz de aparecer nas fendas dos outros materiais. sem nunca se fixar, junta-se a outro qualquer material em qualquer construção. sozinho não se aguenta muito, mas encontra sempre onde se juntar. as vezes não se sabe se é mesmo uma construção ou material de construção ou se serve apenas para brincar as construções... é uma duvida... talvez no pós Paulo saberemos

o mais recente partido o bloco de esquerda parece ser isso mesmo, um partido recente, um produto da moda. utilizando estilos mais antigos, é uma construção retro, onde junta o histórico ao moderno, dando contemporaneidade a construções mais envelhecidas. do antigo carregou alguma decoração e plantas de construção, mas poucos materiais. olha mais para o design e para o deco, para todos os efeitos é uma construção moderna, onde os alicerces, como não se veem não são assim tao importantes... o que n se ve, pouco conta... n tem rede social, não tem fotos, não apresenta rosto... não conta

Por fim so porque sim, falemos do fenómeno marinho e pinto... a sua construção é... nenhuma... dorme sempre ao relento e sozinho... ninguém o quer debaixo do mesmo teto...

o cérebro mais contente e menos enfastioso la vai seguir para mais ideias sem razão de ser... so pq sim

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Pq não mudar algumas formas do futebol portugues?


Ideias para o futebol português

- plantel com apenas 28 jogadores (+ equipas B´s. Estas com limite de idade e numero de portugueses: até 23 anos e apenas 6 estrangeiros)

Reduziria os empréstimos entre equipas, o que reduz os problemas de jogar e não jogar contra a equipa detentora do passe, permite que as equipas onde os jogadores evoluem, as equipas onde estão emprestados, tirem rendimento dessa evolução (os jogadores já seriam vendidos e não regressariam apenas às equipas detentoras), obrigaria a uma melhor gestão de aquisições e equilibrava as equipas - as equipas mais ricas caso errassem nas contratações não poderiam compensar ao comprar em quantidade.

Objetivo: equilibrar as equipas

- preço máximos de bilhetes em função das classificações

Ganhar credibilidade junto dos adeptos e recuperar pessoas para os estádios. Os preços teriam que ser de 2,5€ a 25€ para o campeonato (por exemplo) e sempre em função da classificação media dos 2 intervenientes 3 jornadas antes do jogo.

Objetivo: aumentar espectadores

- Horários dos jogos destinados aos adeptos que vao ao estadio

A equipa visitante teria que ter tempo para chegar a casa antes das 23h. Em Portugal seria fácil: jogos no algarve contra equipas do norte teriam que acabar antes das 18h. Jogos em lisboa com equipas do norte acabariam antes das 20:30h. E seguindo esta logica. Nenhum jogo poderia acabar depois das 22h

Objetivo: aumentar espectadores

- Transportes para o estadio

Através de uma parceria da Liga com os transportes públicos, os bilhetes dariam acesso ao transporte de comboio, autocarro e metro para os jogos do campeonato nacional. As claques organizadas deveriam ser acompanhadas sempre de forma autonoma como são hoje de forma a reduzir os riscos de confrontos.

Objetivo: aumentar espectadores

- Clubes obrigados a entregar na Liga o orçamento geral do ano e trimestralmente o acompanhamento do mesmo

Todos os clubes deveriam ter que entregar na liga, num formato pré-definido, que posteriormente divulgaria para todos, o orçamento anual, o investimento e a situação fiscal e contributiva e cumprimento dos salários. Trimestralmente deveriam entregar o real versus orçamento e situação fiscal e contributiva e cumprimento dos salários atualizada

Objetivo: transparência

- Obrigatorio investir uma percentagem minima em formação

X% do orçamento do ano (definir claramente o que inclui o orçamento) deveria ser investido em formação, pode ser em infraestruturas, em escolas, em apoio à educação dos jovens, etc

Objetivo: melhorar qualidade jogadores portugueses

- Arbitros nas conferencias de imprensa

Os arbitos como intervenientes diretos no jogo deveriam ter a oportunidade / a obrigação de participar nas conferencias de imprensa de forma a tornar mais clara as decisões e as dificuldades de cada um

Objetivo: transparência e melhoria do jogo


- Liga obter valor de venda e de compra de todos os jogadores inscritos e torna-los publicos

A Liga teria que obter e tornar publico o valor de compra declarado pelo clube e o valor de venda declarado pelo clube vendedor, seja ele nacional ou não. O documento do clube vendedor seria um documento oficial assinado por quem obriga o clube e seria tornado publico. Desta forma garantir-se-ia que os valores são coerentes e quais os valores para os intermediarios

Objetivo: transparência

- Relatorios dos observadores serem publicos

Os relatórios dos observadores dos árbitros deverão ser públicos de forma a ser percetível a forma de avaliação e de forma a controlar os próprios avaliadores

Objetivo: transparência


- Taça da Liga so para portugueses

As equipas apenas podem alinhar na taça da liga com jogadores portugueses, o que permitiria dar mais minutos a estes e equilibrar as equipas dado que as equipas mais fortes recorrem muito a estrangeiros

Objetivo: melhorar qualidade jogadores portugueses


- Os clubes terem de ser detidos em 50%+1 pelos associados

De forma a prevenir a entrada de multimilionários no futebol português que vem desvirtuar o futebol como desporto do povo e torna a concorrência desigual

Objetivo: equilíbrio entre equipas

- Avaliação das academias

Avaliações bianuais das academias tendo por base questões de aproveitamento escolar, nível das infraestruturas, tipo de treino, etc. Parte dos direitos televisivos seriam distribuídos tendo em conta esta avaliação

Objetivo: melhorar qualidade jogadores portugueses


Um futebol melhor traz felicidade e vice-versa

Uma relação pq sim?


Outra vez. Enésima será a ordem desta. Claro que haverá uma ordem numérica para mais esta vez, talvez um dia seja enumerada. Qual a razão? Será ela importante? Importante serão todas as explicações porque quando não a temos a si recorremos e agora que me pergunta você mesmo, deduzo que explicação exista.

Sabe que analisar o que aconteceu não é fácil, mais difícil será o porquê de ter acontecido. Diga por exemplo, porque foi ele e não outro quem desta vez me calha amar. Amar ou acompanhar, nunca sabemos o significado do primeiro e acompanhar sempre será mais objetivo, caso não queira andar a jogar aos conceitos. Se não responde, ou não sabe ou não quer dizer. Se não sabe percebo que nem tudo tem explicação, nem dada por si. Se não quer dizer deixar-me-á a pensar como até aqui tenho pensado. Em que? Nos porquês…

No inicio pensei que era amor eterno como qualquer primeiro amor. Era tao nova e inocente. Talvez feliz por uma e outra razão. Mas tudo acabou com a mesma intensidade com que começou. Outro amor terá aparecido na vida dele, ou nunca nenhum amor tenha sequer chegado a aparecer.

Outros vieram, não fosse a idade propicia e a sociedade aberta. Mas gostar de alguém não é estar agarrado. Não sou tinta para estar sempre no papel, sou pensamento para estar e não estar. Por isso estar sempre, aqui e ali, quando querem e como querem não era para mim. Não tenho asas mas preciso de voar.

Se voei muito? Eu penso que pouco, o ceu é imenso e depois do ceu algo haverá ainda mais imenso. Talvez tenha sido por voar para longe que este também tenha voado. Mas eu voltava, como as pombas voltam ao pombal, ele voou para não mais voltar.

Mas olhe que da outra vez não foi voar. Teve mesmo que ser. Era o meu caminho, porque a vida se faz de suor e trabalho e se de trabalho precisava tive de caminhar atras dele. Ele não gostou talvez. Ciúme? Ciúme do trabalho? Não sei, mas ciúme não é de pessoas? Eu disso sei pouco, mas talvez o senhor também não saiba muito é verdade, nunca teve companhia nem amante para além da bondade.

Mas sabe tudo da minha vida não sabe? É omnipresente e omnisciente. Sabe que não trai nunca. Se em pensamentos? Pensamentos são meus, não posso trair comigo própria, ou também isso é traição? Mas se nunca trai porquê duvidarem? Confiança é a base de qualquer relacionamento, sempre ouvi dizer.

Sim, já tive relações com confiança. Muita e mutua. Ele e eu confiávamos, cada um cada qual. Era uma vida livre e complementar. Ele tinha a dele e eu a minha, e no fim tínhamos a nossa. Mas quando a nossa se tornou sempre só nossa o quotidiano e a rotina, essa batalha silenciosa, essa comodidade assassina, talvez tenha tirado vida aquilo que era nosso.

Os outros? Sei la! A idade, porque nova já não era, o trabalho, porque o tem que ser tem muita força, o tudo e o nada… não sei….

E diga-me lá, o senhor sabe? Sabe se algum dia terei esse relacionamento que todos querem e talvez ninguém consiga? Eu sei que o futuro a si lhe pertence e se comigo partilhar deixará de ser só seu. Mas olhe que partilhar nunca fez mal a ninguém e egoísmo é característica do demónio.

Talvez tudo tenha que ir e vir. Talvez todos sejam passageiros, e apenas o ultimo, aquele que por vezes dizemos que foi eterno apenas o tenha sido porque também nos vamos e vimos e em algum momento temos de partir.