Os vários atentados terroristas que tem
assombrado o mundo levantam a questão do que deverá a Europa fazer, e é mencionada a
Europa por ser nesta temática o pais do anfitrião deste texto. Considera este que a
questão é global, não podendo ser encarada ao nível de cada pais isoladamente, as
açoes so terão impacto se forem tomadas regionalmente por populações, estados e
entidades que controlem vastas áreas e sejam responsáveis por culturas, no
fundo por pequenas sociedades, mesmo que dentro da considerada sociedade
ocidental (a europa devera assumir o seu papel, assim como os estados unidos ou
outra regiões assumirão o seu). Neste sentido considera, enquanto europeu
convicto, apesar de português bairrista, que a Europa devera ter uma palavra
essencial na temática, não so porque é a sua segurança, quotidiano e cultura
que esta em jogo mas também porque historicamente tem obrigação de melhorar o
mundo e tornar este planeta um lugar cada vez melhor.
So para clarificar e não deixar a questão em
aberto, um pequeno recuo histórico e uma declaração clara do pensamento do
relator. A europa tem sido nos ultimos seculos, e a sua cultura tem derivado
disso mesmo, um local de novas e importantes melhorias e alterações que permitiram
uma melhoria de vida, uma maior justiça e maior igualdade entre as populações.
Da revolução francesa ao estado social, pensa o nosso escriba, que as varias
batalhas travadas pelos povos europeus tem criado no mundo ideologias e formas
de organização que permitem uma vida mais equitativa das populações. Mas
obviamente que os antepassados destes mesmos países, principalmente no que
respeita a colonização não é digno de uma cultura que se diga justa e
igualitária. Esse período da historia das nações europeias, mais umas que
outras, devera fazer com que todos reflitam muito bem nos enormes estragos que
causaram a grande parte do globo privando a sua liberdade e normal evolução.
Que tenha servido de lição!
Voltando a questão do terrorismo, pensa o
relator que será necessário atacar o auto proclamado Estado Islamico, que tem
Islamico no nome mas também poderia ter o nome do famosos território Lilipute
ou simplesmente poderia chamar-se Estado Taratupamanu ou ate Estado
Paradisiaco, porque em nenhum dos casos a sua organização e princípios se
relacionam com as palavras referidas. Para ser claro, são um grupo terrorista
que tem conquistado algum território e desenvolveu uma organização que lhe
permite controlar as pessoas e a área ocupada. Adicionalmente é um grupo virado
para o exterior que bem organizado declarou guerra a uma cultura ou sociedade,
demasiada abstrata para ser identificada.
Uma vez mais enquanto europeu convicto o
relator considera-se atacado assim como atacada estará a sua cultura e
sociedade. Pensa ainda que em parte porque ela como um todo e cada um em
particular não tem feito muito para evitar esse ataque e posteriormente para
vencer a guerra.
Passemos então à estratégia. Apesar de soldado
raso desta luta, a estratégia por ele definida seria bem simples. Em primeiro lugar,
como se diz la na terra, separar bem o trigo do joio, identificando claramente
o inimigo e afastar todos os inocentes. As armas serão principalmente as
palavras. Nesta fase, será necessário isola-lo de possíveis apoios e
retirar-lhe toda e qualquer razão para os ataques, para que ninguém
racionalmente o possa apoiar. Neste caso sera necessário demonstrar claramente
pelos responsáveis da nossa europa, através de constantes e claros discursos
que o inimigo é um grupo terrorista que o nome não interessa e todas as
atrocidades que o mesmo tem feito. Sera necessário claramente dizer que os
muçulmanos, os islâmicos, ou cristãos, mórmons, ateus, hindus, agnósticos, e
todos as pessoas independentemente da sua fé são aliados da Europa contra atrocidades
que nenhum deus mesmo que injusto seja, pode aceitar. A Europa e todos os
povos estarão unidos contra este, ou qualquer outro, grupo terrorista.
De seguida sera necessário mais, serão
necessários atos mais que palavras, sera necessário que ninguém, racionalmente,
possa justificar e apoiar esses atos terroristas. Para isso não poderão existir
pessoas mal tratadas, discriminadas, isoladas, afastadas da comunidade,
sentindo que não são bem-vindas e que uma sociedade que se diz justa e
igualitária, tenha uma justiça e uma igualdade diferente mediante a cor, a
religião, o gosto musical ou o prato preferido. Toda a europa e cada um dos
cidadaos terá que aceitar e integrar todos os restantes da mesma forma e os
imigrantes em particular, dadas as dificuldades normais de adaptação. Para isso
deverão facultar formas de integração, com grupos e associações que passem um
pouco da cultura e costumes, que ensinem a língua e as regras e os integrem nos
meios para não se sentirem a mais e sempre à margem da sociedade. Os imigrantes
terão que se sentir integrados e bem vindos, como todos os outros, e como os
emigrantes europeus gostam de se sentir nos outros paises. Desta forma não
terão razoes para justificar qualquer ataque a cultura e sociedade que faz aquilo
que promete e permite melhor e digna vida a todos os cidadaos.
Dirao algumas mentes mais justas, mas existirao
so deveres para com os imigrantes? Eles que decidiram vir e aventurar-se num
novo pais não terão responsabilidades e obrigações? Considera o relator deste
texto que obviamente terão que seguir as regras gerais dos locais para onde se
mudaram. Não deverão ser tratados com exceções. Mas simplesmente porque as
regras são para todos, não para emigrantes, nacionais, nascidos a 29 de Março
ou que calcem 42, as regras e leis são para todos de forma igual. E neste caso
pensa novamente o relator que as palavras e exemplos serão importantes,
exemplos práticos transmitidos a todos, como a obrigatoriedade de ter a cara
destapada numa esquadra, e isso sera tanto para quem decidiu usar burka como
para quem decidiu usar óculos de sol; praticar educação física na escola será
tanto para religiosamente crentes no não uso do corpo para essas atividades
como para o cansado rapaz que na noite anterior teve um pesadelo; assistir a
aulas de ciências sera tanto para o cristão que acredita na criacionismo como
para o musico para quem as leis da física so servem para os batimentos da sua
baqueta. Respeitando sempre a diferença e a liberdade todos os cidadãos tem que
respeitar as regras, e sempre que discordarem usar os meios ao seu alcance,
onde se inclui, obviamente os protestos e manifestações.
Assim quando se identificar claramente e se
isolar o inimigo, se tiver o apoio da esmagadora maioria da população, esse
inimigo estará reduzido à insignificância e com naturalidade sera combatido e
vencido em todos os lugares onde atuar.
A derrota ou vitoria de todos os ideais
depende mais da base dos princípios de defende e da justiça das ações que
promete do que do seu poder bélico. Talvez com exceção dos inúmeros golpes de
estado apoiados pelos americanos durante todo o seculo XX, mas isso são outas
guerras.
Ataquemos então deliberadamente o Estado
terrorista que nos ataca de forma a continuarmos a ser uma sociedade aberta,
justa e igualitária!
Um ultimo paragrafo para os principais
apoiantes deste grupo, os europeus que constantemente incentivam a violência e
o odio contra populações, religiões ou gostos, criando cada vez mais inimigos e
aos poucos alterando a raiz da cultura europeísta. Para eles uma simples
reflexão que nunca devem ter feito: por um minuto, apenas por um minuto,
imaginem se a sorte, porque é ela que determina sem qualquer razão ou justiça,
o local de nascimento, vos tivesse colocado no ventre de uma qualquer mae num
pais onde as condições são de tal forma que sobreviver é o máximo que idealizam
para a vida. Não teriam o direito a procurar um pequeno pedaço de felicidade?
Ou deveriam ser tratados como inimigos daqueles a quem calhou em sorte nascer
no ventre de uma europeia?
O relator já pensou uma e outra e muitas vezes
nisso e cada vez e a cada momento lhe custa mais que o mundo seja tao desigual
e a maior parte das vezes porque a cegonha é quem decide o caminho do bebe.
Excelente primeira batalha!!:
ResponderEliminar"A eleição de Khan vai enfurecer os neo-nazis de Borlänge, mas destrói a narrativa extremista. Tanto a dos europeus que agitam as sociedades com o papão do perigo da entrada de imigrantes na Europa, como a dos terroristas islâmicos que agitam o papão de que os ocidentais odeiam os muçulmanos. E por isso a eleição de Sadiq Khan combate de forma eloquente uma das principais armas do auto-proclamado Estado Islâmico — a radicalização de jovens europeus que planeiam ataques terroristas nas suas próprias cidades a partir dos bairros europeus onde nasceram. Com Khan no poder, será mais difícil tornar credível a ideia — pelo menos para os jovens londrinos — de que os filhos de imigrantes e os britânicos muçulmanos não têm futuro nem um lugar na sociedade. Sadiq Khan disse que venceu “a esperança em vez do medo” e Tess Asplund, a sueca de origem africana que fez o protesto solitário em Borlänge, não estará em desacordo."
In Publico 08/05/016