segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Pq a ruralidade vale?

o homem moderno ou urbano, apesar de não serem sinónimos, mas normalmente assim tratados quando queremos referir o homem de hoje e de agora, esse homem esta cada vez mais desligado da ruralidade... não falemos, nem falamos do desconhecimento jovem das origens dos alimentos, nem dos nomes de vegetais, legumes, verduras, e que nem sonham que esta terminologia não é sinonima, mas isso talvez seja culpa das ciências que as escolas transmitem, não nos referimos aos cereais e animais, que por vezes nunca se viram fisicamente e que são quais extraterrestres do nosso mundo... todo este conjunto de falhas ou de desconhecimento é isso mesmo, é desconhecimento, falta de infor e de formação... dirão alguns que isso também é fruto do desenvolvimento ou falta dele (ou talvez desenvolvimento queira mesmo dizer falta de envolvimento... e nesse caso está o texto finalizado, sem qualquer linha adicional, mas também sem qualquer duvida e opinião que por isso mesmo será tema de discussão e reflexao)

Voltemos à ruralidade. o homem moderno, chamemos-lhe assim, esta então distante da ruralidade... ruralidade enquanto vida, cultura e vivencia do campo. esta longe do espirito e da alma rural, da origem da vida e da base do desenvolvimento do homem. As regras da ruralidade são próprias da natureza e contra a natureza já lembrava Brecht que pouco ou nada podemos fazer quer quando ela é violenta ou amigável, como se a natureza por si so pudesse ser de uma ou de outra forma.

A ruralidade vive em função da necessidade da vida tal como ela tem vindo a ser... a ruralidade depende do tempo, quer do climatérico quer do passar das horas e dias aos quais também chamamos passar do tempo. só com tempo se colhe os broculos ou os espargos, so com tempo a fruta fica madura e só com tempo os ovos se tornam pintos e os pintos se tornam galos ou galinhas. maquinarias e químicos, melhores terras e mais trabalho, podem alterar o tempo... mas não o eliminam... e por isso na ruralidade o tempo, apesar de bem escasso e que todos se queixam aquando do seu fim, é visto de outra forma... a vida é vivida... a seu tempo. a velocidade e o apressa-te urbano contrasta com a o ritmo que a natureza impõe e que a ruralidade a sente.

o homem urbano, moderno ou apressado, fala da vivencia e da necessidade da mesma, mas fala com a mesma pressa com que se esquece e com que lê a necessidade de rever e sentir os amigos, ou ate da essência das relações pessoais e da importância do próximo... mas le rele, da razão diz que gostava, mas continua na sua corrida aluciante e raramente da tempo para que qualquer destas flexões, ou melhor, inspirações lhe influencie verdadeiramente a vida... ve artigos no jornal on-line, revê um post no telemóvel, observa uma reportagem na televisão do restaurante, mas não sente que efetivamente pode estar a desperdiçar o tempo correndo sempre atras do tempo que lhe foge.

n sabemos se o tempo vai recuar no tempo, e voltar à ruralidade como Nolan simulou, ou se o tempo ganhará ainda mais velocidade e levará todo o homem para um corrida alucinante em que o tempo empurra e foge e onde o homem é refém do seu tempo, correndo atras e ao mesmo tempo à frente dele...

no entanto seja a direção que for e não sendo uma nova dimensão controlada, o tempo controla o homem e vice-versa...

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Pq sim ao Futebol?


Como produz sentimentos tão sentidos, mais do que qualquer outra visão, um conjunto de homens, porque as mulheres cumprem os seus primeiros passos, a lutar de forma guerreira, nem sempre, por introduzirem a pellota ou balon num paralelepípedo?

Ser chamado desporto do povo não é a explicação mas talvez seja a razão. Não explica a explosão que cria dentro de cada amante dos 90 rápidos minutos, mas demonstra que é universal, que é acessível, que todos tem direito a ele e que ninguém deverá ser seu dono.

No futebol, o desporto do povo, que controversamente é também chamado de rei, e o rei sabem bem os povos, que é regido por outras leis que os próprios povos lhes foram permitindo. No futebol não existem classes, nem donos, nem amos… existem amantes. Este é o futebol do mundo, do golo, do grito e das lagrimas. É o futebol em que todos tem opinião e ninguém razão. Cada um chamando a um conjunto de homens a sua equipa, porque a sentem verdadeiramente sua, quando na verdade é o seu espirito que pertence, esse sim, aos guerreiros. Os sentimentos de 90 minutos estão nas mãos e principalmente nos pés desses deuses que por vezes parecem ter ajuda divina para fazerem milagres que o comum dos terrestres não conseguirá. A anatomia perde a logica e razão colocando milhares de corações nos pés de 22 seres que ali não parecem humanos, ora sendo deuses ora diabos.

A incapacidade da maioria dos mortais, aqueles que compõem o povo, sendo o povo todos os que acabarão por descansar juntos, na terra que também os alimenta, como descansa o peão e o rei na mesma caixa após um jogo de xadrez, essa incapacidade identifica o inicio da arte … separa o milagre do palpável… diferencia o inalcançável do visível. A arte nasceu apenas com alguns… a arte diferencia os homens, diferencia o trabalho (esse bem que nos iguala enquanto detentores e proprietários) do artístico. Este apenas está entregue a alguns.

Quando é percebida essa incapacidade passamos para um novo estado, o estado da arte… no futebol acontece e desprende da garganta um som de espanto ou de alegria… desperta os sentimentos puros e ansiosos por se espalharem por todo o corpo, visto que vivem presos em si ,em quase todas as ocasiões. Na maioria das vezes porque a sociedade os comprime como as margens comprimem o rio, nas outras vezes porque envergonhados preferem refugiarem-se no seu canto e não partilhar com o mundo a sua existência… assim sentem-se únicos. E talvez o façam só porque sim… sim porque o mundo não tem que ter explicação para tudo… se assim fosse não havia arte nem milagres… e sempre que algo deixa de ser arte ou um milagre é explicado, outras formas serão criadas e outros impossiveis existirão para alegria e entretenimento do povo. Esse povo que vê na arte da bola a capacidade de expor os sentimentos e de lhes permitir passear em volta e à volta de si mesmos, revisitando e voltando uma e outra vez à alegria, mas também à tristeza.

Talvez essa liberdade sentimental, essa arte sempre recriada… talvez o aspeto guerreiro aliado ao artístico… talvez o aspeto tribal de reconhecimento de uma pertença… talvez tudo e nada… talvez só a irracionalidade de ser de um clube porque sim… e de clube nunca se muda, porque se jura para a vida fidelidade a algo que nunca nos irá questionar qualquer traição… talvez só essa simplicidade que é tudo e na verdade nada… Talvez isso seja a resposta à questão que já nem sentido faz ser revisitada porque foi o inicio de uma viagem que não tendo terminado tem aqui um descanso.

Mas e o futebol? Perguntamo-nos. O futebol é do povo e para o povo… e o povo é soberano…

Viva o futebol!! So pq sim!!

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

O Futuro no presente


http://www.publico.pt/portugal/noticia/o-laboratorio-do-futuro-fica-no-alentejo-1668746

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Pq o Estado Social é social?

Pq foi assim desenhado, pq foi assim implementado e principalmente pq foi assim decidido pelos povos, q consideraram q sendo cada povo o proprio povo, deveriam viver num mundo q fosse feito para todos.

A decisão foi tomada pois os povos sentiram q apesar de nao existirem, cada um se sentia pertencente a esse conjunto q no final afinal existe. Quando pensamos q somos um todo e assim agimos, estamos a tomar decisoes pessoais tendo em conta todos os seres humanos, considerando assim o melhor para cada um de nos e para todos os outros.

Resumindo pq ja vai longo o nada, os povos quiseram agrupar-se num nome chamado Estado q lhes garantia a sua vivencia em caso de cada um n ser capaz de a assegurar. As razoes sao muitas para q isso aconteça e n vou agora discuti-las, pois cada um pensou no q poderia acontecer e o fez tomar essa decisao.

Existe no entanto, quem sempre ache q n devera ser o estado, essa noção que o povo criou, o responsavel por essa garantia... as pensoes e reformas tao na moda, estao agora a ser efectuadas nos privados e nas instituições financeiras, pq o estado, o povo no fundo, esse n vai pagar no futuro o q (nos) lhe confiamos.

Mas esquecemos q se nao fossemos nos, ou o estado, o nome é indiferente, q tivesse ajudado esses privados q, esses sim, nos vao pagar as pensoes e reformas... hj os q acreditam q e aos privados q devemos confiar o nosso futuro, hj n tinham qq reforma nem qq segurança...

Confiar o nosso dinheiro a nos proprios e n aos outros parece ser um bom principio ou nao?

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Pq arte é isto!

Pq arte é descontruir a realidade ou construi-la de forma diferente... Pq arte é olhar sem ver a realidade ou ver outra realidade... Pq arte é isto!!!

Mais que só apenas a capacidade de criar imagens, ja de si arte... a descontrução da realidade moderna, no caso dos audio-guides, é sublime... é arte!!

http://www.publico.pt/cultura/noticia/banksy-invade-com-ironia-as-ruas-de-nova-iorque-1607801

Pq arte é sempre sim!!!

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Ola, sou Eu!


“Olá, sou o Papa Francisco, podemos tratar-nos por tu”

Eu gostava que o sr deus dissesse: “Olá, sou o Deus, podem referir-se a mim com letra minuscula”

Poupava tempo, espaço e na era das interntes, tecnologias e afins as maiusculas, minusculas, acentuação e pontuação ja nao e como na altura da galileia!


Entao Deus? Pq n esta mudança?

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Pq Portugal optou por isto?

Diz o historico dos comentarios sobre o meu dia-a-dia q sou muito pratico... Diz o historico da minha expericencia profissional q o mundo empresarial e a sua analise sao o meu dia-a-dia... Por isso olho para Portugal e para o seu problema, pq ele e um so constituido por inumeros, a insustentabilidade, da mesma forma q olho para as empresas todos os dias.

Portugal apresenta os 2 problemas q levam as empresas a fechar: problema de rentabildade operacional (todos os anos recebe menos do que o q gasta) e estrutura financeira (divida e serviço de divida elevado, claro q comparado com a sua rentabilidade=negativa).

Mas quando se fala em Portugal, fala-se no pais e nao no Estado. Esse e a grande questao. O problema de Portugal n esta no estado, esta no pais, que nao conseguiu ter exportaçoes maiores q importações, n conseguiu manter uma divida publica e privada equilibrada, nao conseguiu em varias areas ter as vantagens competitivas q David por conincidencia descendente de portugueses falava...

E ao nao conseguir essa competitividade e essa saude financeira caiu no problema que muitas empresas caem quando a sua gestao assim as levam. O que se faz nas empresas sao planos de recuperação, com melhorias operacionais para tentar ganhar competitividade e reestruturação da divida ou do serviço da divida para permitir esses projectos q visam um futuro melhor.

Portugal devia procurar o mesmo caminho: melhorias operacionais com os cortes de despesas excessivas e ganhos de eficiencia (no Estado e nos privados) que parece estar a ser efectuado, procurar vantagens competitivas e novos mercados, que as empresas parecem fazer, principalmente por necesssidade. Para isso precisa de viver hoje para implementar essas medidas no amanha. Se a reestruturação da divida pode ser um passo demasiado, pelo menos o serviço de divida deveria ser ajustado ao plano. Nas empresas entre carencia de capital a carencia de juros, as medidas passam semrpe por aliviar a tesouraria em momentos dificeis que permitam a empresa manter-se ate melhorar. Em Portugal isso nao acontece. E entao enganamo-nos uns aos outros.

Na empresa Portugal o centro de custo  Estado para melhorar o seu balanço e a sua demsntração de resultados, vai retirando do centro de custo Privados e assim mostrando melhorias. Mas o problema da empresa nao e um problema de uma area de negocio, e um problema comum a toda a estrutura. E por isso o centro de custo Privados, tb com os problemas de divida e rentabilidade, vai sofrendo. E sofrendo desta forma o centro de custo Privados vai desaparecendo... Mais que o problema de perder uma area de negocio e uma parte da empresa Portugal, o principal problema e q o centro de custo privados se encontra e a montante do Estado.... e sem eles o estado tb deixa de existir...

Por isso pq nao mudar o plano?